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Economic Research

Multinacionais Latinas Tornam-se Manchete em Todo o Mundo

photo of Cemex business operation
Foto cedida pela Cemex
Embora sediada no México, algumas das operações comerciais da gigante do cimento Cemex estão na Europa, e mais de três quartos de sua força de trabalho são provenientes de outros países que não o México. As ações da companhia são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York e a empresa é a maior fabricante de cimento da América do Norte.

Empresas multinacionais dos países emergentes estão roubando a cena na economia mundial. Ganhando espaço em relação às empresas da Ásia, empresas requintadas da América Latina estão se tornando gigantes em seus setores, adquirindo empresas e tirando proveito dos férteis mercados dos países desenvolvidos, como os Estados Unidos e os países da Comunidade Européia.

A maioria dos americanos ouve falar muito sobre imigração e terceirização. Esses assuntos politicamente controversos estão próximos a eles tanto quanto a televisão ou o rádio.

É grande a probabilidade de que muito menos gente tenha ouvido falar sobre o Grupo Gerdau, a Cemex, Telmex, CVRD e Embraer. No entanto, ainda que silenciosamente, essas empresas são responsáveis por um fenômeno que está influenciando significativamente a economia internacional. São poderosas empresas baseadas na América Latina que estão se expandindo com força e determinação nos Estados Unidos e em outros países industrializados. As multinacionais latinas—ou "multilatinas," como são conhecidas—fazem parte de um movimento mundial de grandes empresas de economias emergentes em busca de lucro e participação no mercado em países desenvolvidos, frequentemente por meio de aquisições.

Essa tendência reverte o duradouro fluxo de investimentos norte-sul, de países ricos e desenvolvidos para países emergentes. O recente fluxo de investimento estrangeiro direto sul-norte é fomentado por inúmeras forças. Para as multilatinas, essas forças incluem políticas comerciais mais livres e liberalização econômica, maior concorrência por parte de players mundiais em seus mercados domésticos anteriormente protegidos, a busca pela expansão de seus mercados e o acesso mais fácil aos mercados de capitais internacionais.

Crescimento mundial
Muitos países da América Latina, liderados pelo México, Brasil e Chile, realizaram, durante os anos 90, reformas estruturais destinadas a aumentar o papel do mercado em suas economias. A privatização de empresas anteriormente estatais foi um dos principais elementos dessas reformas. De acordo com Javier Santiso, diretor adjunto e economista-chefe de desenvolvimento do Centro de Desenvolvimento sediado em Paris da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), 20 por cento das 500 maiores empresas da América Latina eram controladas pelo Estado em 1991, e menos de 9 por cento delas ainda o eram uma década depois. Um exemplo proeminente dessa tendência é a Embraer, quarta maior fabricante de aviões comerciais do mundo, fundada pelo governo brasileiro em 1969 e privatizada em 1994.

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Enquanto isso, concorrentes estrangeiros fizeram incursões significativas na América Latina. Empresas estrangeiras transnacionais eram responsáveis por 27 por cento dessas 500 maiores empresas em 1991. Essa proporção subiu para 39 por cento no começo desta década, revelou Santiso.

A liberalização econômica tornou a expansão mais fácil às empresas latino-americanas, e a concorrência estrangeira em seus mercados domésticos incitou-as a olhar para além de suas próprias fronteiras. Na verdade, conta Santiso, as maiores multilatinas tornaram-se tão internacionais que deixaram de ser empresas latino-americanas, e passaram a ser híbridas de várias nacionalidades.

Por exemplo, as operações financeiras e econômicas da gigante do cimento Cemex estão centralizadas em Londres e Madri, e não em Monterrey, no México, sede da empresa. Mais de três quartos dos 54.000 empregados da Cemex são provenientes de outros países que não do México, de acordo com um porta-voz da Cemex.

Não é de se surpreender que multilatinas como a Cemex sejam altamente sofisticadas, observa Santiso. Conhecida por ser líder em logística, a Cemex foi pioneira no negócio de cimento com um serviço baseado no sistema de presença mundial que despacha caminhões betoneira às obras para atender rapidamente aos pedidos, assim como táxis atendendo a uma chamada.

A Cemex, Gerdau, Telmex e Embraer, multilatinas com tecnologia de ponta e capital-intensivas, "são tão grandes que não podem se dar ao luxo de não fazerem parte da lista de melhores do mundo," disse Jerry Haar, professor de administração na Universidade Internacional da Flórida em Miami que estuda as multinacionais latinas.

Essas empresas e outras multilatinas atingiram posição mundial em duas fases, explicou Santiso. Primeiro, durante o que ele chama de "fase de expansão comercial" nos anos 90, quando as empresas aumentaram significativamente suas exportações. Em seguida, as empresas deram início ao que Santiso chama de "fase de investimentos," adquirindo empresas e outros ativos estratégicos no exterior.

Tijolo por tijolo
As empresas dos países "BRIC"—Brasil, Rússia, Índia e China— juntamente com o México anunciaram aquisições no exterior no valor recorde de US$72 bilhões em 2006, informou Santiso. Esse recorde provavelmente será ultrapassado neste ano, acrescentou. A Cemex e a Gerdau (maior siderúrgica da América Latina, com sede no Rio de Janeiro) realizaram importantes aquisições nos Estados Unidos e na Austrália durante o primeiro semestre de 2007.

photo of a Cemex truck
Foto cedida pela Cemex
 
Há vinte anos, a mexicana Cemex (acima) tinha uma receita anual inferior a US$1 bilhão. Atualmente, através de expansão e aquisição de outras fabricantes de cimento, a receita da Cemex supera US$23 bilhões. A Embraer (abaixo), criada e anteriormente controlada pelo governo brasileiro, foi privatizada na década de 90 e é agora a quarta maior fabricante de aviões comerciais do mundo.
 
photo of Embraer plane
Foto cedida pela Embraer

"Costumávamos pensar sobre o centro e a periferia," explicou Santiso, que estudou profundamente as multilatinas de economias emergentes. "Agora o centro é cada vez menos centro, e a periferia é cada vez menos periferia. Os tempos estão mudando e essas multinacionais de mercados emergentes são parte dessa mudança."

Quando a OCDE foi constituída na década de 60, o "centro," ou os países desenvolvidos, respondia por 75 por cento da atividade econômica mundial, relatou Santiso. Atualmente, essa participação é inferior a 60 por cento, pois as multinacionais estão contribuindo para empurrar as economias emergentes para o centro. Os investimentos estrangeiros diretos, tais como fusões e aquisições de empresas, feitos por empresas da América Latina e do Caribe aumentaram de uma média de US$18,9 bilhões por ano de 1994 a 1999 para uma média anual de US$30,4 bilhões de 2000 a 2005, de acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Essa expansão não está ocorrendo no vácuo. Maiores investimentos no exterior por empresas da América Latina refletem uma tendência mundial: Em 1990 apenas seis das economias em desenvolvimento e transição informaram ter realizado investimentos diretos no exterior—o total investido em todos os anos até aquela data—que ultrapassaram US$5 bilhões, de acordo com a UNCTAD. Em 2005, 25 economias em desenvolvimento e em transição atingiram o nível dos US$5 bilhões. Os países da América Latina dentre os 15 principais países emergentes em termos de investimento estrangeiro direto no exterior—excluídos paraísos fiscais financeiros como as Ilhas Virgens Britânicas e Ilhas Cayman—eram o Brasil em 6º, o México em 12º, a Argentina em 13º e o Chile em 14º.

Multilatinas a caminho do estrelato
As empresas asiáticas dominam o ranking das empresas multinacionais de mercados emergentes, mas as empresas da América Latina vêm em seguida, de acordo com a UNCTAD e outras fontes. Seis multilatinas estavam entre as 25 maiores multinacionais não-financeiras de países emergentes em 2004, data dos mais recentes dados disponíveis da UNCTAD. Três delas são mexicanas, duas brasileiras e uma venezuelana. Nessa lista das 25 maiores, a América Latina perde apenas para a Ásia, que é sede de 16 dessas empresas.

"No futuro, o sucesso das empresas multinacionais [da América Latina] pode ser igual ao alcançado pelos mercados emergentes da Ásia e trazer ainda mais sucesso às multilatinas," escreveu Santiso em um relatório para o Departamento de Pesquisas do Deutsche Bank em março de 2007.

Haar concorda. Em particular, ele prevê a vinda de mais multilatinas para os Estados Unidos. Mesmo em tempos de calmaria na economia, os Estados Unidos ainda são o mais fértil mercado consumidor do mundo, com sistemas jurídico e financeiro previsíveis e estáveis, observou Haar. Assim, conforme um número maior de grandes empresas latinas forem saturando seus mercados domésticos, elas naturalmente olharão para o norte.

Provavelmente mais multilatinas estão a caminho uma vez que tais empresas são uma manifestação de uma mudança mais fundamental nas raízes da economia mundial, disse Santiso. Além disso, fornecedores das multilatinas de hoje poderiam um dia segui-las mundo afora.

As principais forças por trás da expansão mundial das multinacionais latinas já existem há pelo menos uma década. Mas "a explosão do investimento estrangeiro direto" de países em desenvolvimento, como se refere Santiso, é um fenômeno mais recente. Ele está pesquisando o motivo pelo qual as multinacionais de países emergentes começaram a se mudar de forma tão significativa nos últimos três ou quatro anos.

A grande diferença da década de 90 é que, atualmente, independentemente de alguns outros acontecimentos recentes nos mercados de crédito mundiais, as empresas podem obter financiamento em termos bem mais favoráveis pois as diferenças de crédito dos países emergentes diminuíram e a liquidez aumentou. "Dessa forma, aquelas empresas encontram-se atualmente em uma situação na qual podem seguir sua ambição e visão com acesso ao capital de forma bem mais fácil e muito menos onerosa," disse Santiso.

Por exemplo, o JPMorgan, um dos maiores bancos de investimento do mundo, está concedendo um financiamento de US$4,6 bilhões à Gerdau Ameristeel para a aquisição da Chaparral Steel Co., empresa sediada no Texas, por US$4,2 bilhões, um contrato anunciado em julho. A Gerdau Ameristeel é a operação americana do Grupo Gerdau. Para a aquisição programada da Rinker Group da Austrália por US$14,2 bilhões, a CEMEX obteve compromissos de financiamento dos principais grupos bancários internacionais, inclusive do Citibank e do Royal Bank of Scotland.

Aprendendo a cultura
Mesmo prosperando, e aparentando continuar a fazê-lo, as multilatinas enfrentam desafios.

A política pode às vezes atrapalhar quando empresas globais querem se expandir para novos mercados. Nos Estados Unidos, empresas chinesas ou do oriente médio têm mais probabilidade de  enfrentar tal problema, disse Haar, mas sensibilidades vêm à tona em outros casos. Em Miami, por exemplo, uma empresa francesa que está concorrendo para trabalhar no projeto de um túnel enfrentou problemas porque a empresa trabalha em Cuba.

Regulamentos da Lei Patriota (Patriot Act) e regras da Sarbanes-Oxley e outras medidas também criaram dificuldades burocráticas para as multinacionais, observou Haar. Assim, as empresas devem analisar se o negócio que pretendem vale o esforço. Na maioria dos casos, disse Haar, elas concluem que vale a pena.

Uma forma de neutralizar os desafios culturais e políticos da entrada em novos mercados é adquirir ou associar-se a sociedades nacionais já existentes, método de expansão preferido pelas multilatinas.

photo of steel bars
O Grupo Gerdau de siderurgia experimentou um rápido crescimento fora de seu país de origem, o Brasil. A demanda por seus produtos tais como barras de aço reforçadas cresceu rapidamente nos Estados Unidos, e a aquisição, pelo grupo, de siderúrgicas americanas fortaleceu sua base por aqui.

A Gerdau, por exemplo, consolida suas aquisições internacionais por meio da implantação de um conjunto de práticas e princípios chamado de "Gerdau Business System." Esse sistema foi implementado pela companhia em 2002 com o objetivo de instituir uma "linguagem comum" entre as operações do Grupo Gerdau em 13 países e promover uma troca de conhecimentos entre essas operações, conforme consta na página da Gerdau na Internet.

Para além de questões culturais, a expansão por meio de aquisições faz tanto sentido comercial para uma multilatina quanto para qualquer grande empresa. Conforme destacado pelo porta-voz da Gerdau, a construção de uma nova siderúrgica pode demorar de três a quatro anos, o que, em muitos casos, é tempo demais para possibilitar à empresa aproveitar as oportunidades de mercado. Além disso, comprar uma empresa garante à Gerdau uma base de clientes imediata.

As aquisições ajudaram a tornar o Grupo Gerdau o segundo maior grupo siderúrgico de mini-mills da América do Norte. (As mini-mills usam sucata como matéria-prima em vez de minério de ferro e carvão usados em altos-fornos). A Gerdau iniciou suas atividades na América do Norte em 1989 com a aquisição da siderúrgica canadense Courtice Steel Inc.

Assim como as multinacionais de países emergentes em geral, e as multilatinas em particular, o crescimento mundial da Gerdau intensificou-se no Século XXI. Hoje a companhia atua em 13 países, partindo de cinco no ano 2000 e três em 1990. As receitas internacionais foram responsáveis por cerca de 10 por cento do faturamento total da Gerdau até o final dos anos 90. Em 2006 o faturamento externo respondia por 59 por cento do faturamento total do Grupo Gerdau, de acordo com o relatório anual da empresa. Esta realizou mais negócios no ano passado na América do Norte—46 por cento de aproximadamente US$11,1 bilhões da receita total—do que no Brasil, o que contribuiu com 41 por cento da receita.

A invasão dos mercados americanos, ao estilo sulista
A empresa com 106 anos de existência entrou no mercado americano por meio da aquisição da Ameristeel, baseada em Tampa, Flórida, em 1999, estabelecendo assim a base americana da multilatina na região sudeste. (O Grupo Gerdau detém 67 por cento da Gerdau Ameristeel, cujas ações são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York).

A partir de então, a Gerdau firmou presença significativa na região sudeste. Além de sua sede americana em Tampa, a empresa adquiriu, em 2002, uma siderúrgica em Cartersville, Geórgia, e uma fábrica de vergalhões em Knoxville, no Tennessee, em 2006. A Gerdau opera uma fábrica de telas de arame e pregos próxima a Nova Orleans; logo após o Furacão Katrina, a empresa abriu mais uma "one-stop shop" na área para a venda de vergalhões e outros produtos de aço para a construção civil. A companhia também produz aço em Baldwin, na Flórida, e em Jackson, no Tennessee.

Uma platéia bem maior
Assim como muitas outras multinacionais, a Gerdau expandiu seus domínios para novos mercados geográficos e segmentos de seu setor por meio de uma série de aquisições. A empresa entrou no mercado europeu em 2005 por meio da aquisição de uma siderúrgica espanhola e no mercado asiático em junho de 2007 por meio de uma joint venture no promissor mercado de aço indiano.

E apenas nos primeiros seis meses e meio de 2007, a Gerdau investiu cerca de US$4,7 bilhões na aquisição de empresas nos Estados Unidos, Venezuela e México para formar joint ventures na Índia e na República Dominicana.

O maior negócio da Gerdau Ameristeel, e o maior da história de sua controladora, o Grupo Gerdau, ocorreu em julho quando a companhia comprou, para aumentar sua produção de aço destinado à construção de pontes e edifícios comerciais, a Chaparral Steel Co., outra siderúrgica mini-mill, por US$4,2 bilhões. 

Photo of Cemex employees
Foto cedida pela Cemex
A mexicana Cemex utilizou-se de aquisições nos Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e outros países para possibilitar seu avanço global, inclusive na China e em seu mercado de cimento em ascensão.

A Cemex segue um caminho similar, adquirindo seu acesso à posição de maior fabricante de cimento da América do Norte. Até o final dos anos 80, a Cemex era uma companhia de capital fechado com menos de 10.000 empregados, a maioria deles no México, e com uma receita anual abaixo de US$1 bilhão.

Atualmente a empresa tem suas ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York e gerou uma receita de US$9,2 bilhões no primeiro semestre de 2007. Esse valor aumentará em muito pois em julho a Cemex concluiu a compra da Rinker Group Ltd. da Austrália por US$14,2 bilhões. Essa aquisição, por si só, aumentará o faturamento anual em 28 por cento, para mais de US$23 bilhões, de acordo com a Bloomberg News. Grande parte desse novo negócio será nos Estados Unidos, onde a Rinker gera 80 por cento de seu faturamento, de acordo com os relatórios de notícias. O negócio também proporciona a entrada da Cemex na Austrália e no florescente mercado de cimento da China.

A Rinker é apenas a aquisição mais recente da Cemex. No ano 2000 a companhia comprou a Southdown baseada em Houston por US$2,8 bilhões. Desde 2000 a Cemex também devorou fabricantes de cimento em Porto Rico, Tailândia e Trinidad. E, em 2005, a companhia expandiu consideravelmente sua presença na Europa com a aquisição da RMC Group PLC do Reino Unido por US$5,8 bilhões.

Esse exagero de aquisições ajudou a aumentar a receita anual da Cemex de US$5,6 bilhões em 2000 para US$18,2 bilhões em 2006. Também trouxe novos talentos para a companhia. De acordo com Lorenzo H. Zambrano, presidente executivo da Cemex, em 2006 cerca de 40 por cento da equipe da administração sênior era originário de empresas adquiridas.

Os segredos do sucesso
Além das motivações exclusivas das multilatinas, as empresas mundiais também estão sendo movidas pelas mesmas forças das empresas difusas baseadas nos Estados Unidos, Europa, Japão ou em outras grandes economias. O Grupo Gerdau e a Cemex, por exemplo, estão rodando o mundo em busca de aquisições pois querem ser players de longo prazo em setores em fase de consolidação.

Para alcançar a atual situação de prosperidade, a primeira geração das multilatinas percorreu rapidamente uma longa distância. "Essas empresas estavam em situação muito, muito complicada nos anos 80 e 90, tentando sobreviver em ambientes muito voláteis—de ética volátil, hiperinflação, taxas de câmbio [flutuantes]," disse Santiso. "É preciso ser bastante inovador para sobreviver nesses ambientes."

Essa experiência parece estar funcionando bem.

Este artigo foi escrito por Charles Davidson, escritor da equipe e Stephen Kay, Coordenador de Análise da América Latina no FED de Atlanta e Coordenador do Centro das Américas.